Globo.com: Osasco não dá chance ao combalido Vôlei Futuro e vai a mais uma decisão

Com uma vitória sobre o ainda combalido Vôlei Futuro, o Osasco assegurou vaga na final da Superliga feminina pela décima vez, a sétima contra o Rio de Janeiro. Fora de casa, neste sábado, conseguiu um triunfo tranquilo, por 3 sets a 0 (25/21, 25/16 e 25/21), e fechou a série melhor de três em 2 a 0 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Terá agora uma semana de descanso até a decisão, no dia 30, no Mineirinho, em Minas Gerais, onde vai buscar o tricampeonato (2004/2005 e 2009/2010). Sem Stacy, internada desde o acidente de ônibus do dia 12, o time de Araçatuba disputará, contra o Pinheiros, o terceiro lugar.

Neste domingo, às 10h, Sesi e Cruzeiro disputam o título masculino, no Mineirinho. A Rede Globo transmite ao vivo, no Esporte Espetacular.

– É uma grande valorização pelo que foi a Superliga deste ano, por estarem todas as meninas da seleção praticamente voltando a jogar no Brasil. Sempre começa o campeonato com todo mundo não querendo que seja essa final – não querendo no bom sentido – disse Luizomar de Moura, técnico do Osasco.

Joycinha, que não jogou a primeira partida por ainda estar se recuperando dos ferimentos sofridos no acidente de ônibus, começou como titular. Mas o Vôlei Futuro sentiu a pressão do Osasco no início da partida.

Natália, com o terceiro ponto de bloqueio do time, fez 8 a 3 para o Osasco antes do tempo técnico. As donas da casa se recuperaram, e, num bloqueio de Fabiana, primeiro ponto do time no fundamento, encostaram em 9 a 10. Foram farejando o empate, e ele veio em um ataque pela esquerda de Paula Pequeno. O time chegou a virar, e o Osasco teve de se esforçar para segurar a reação.

Um ponto lá um ponto cá, e o placar chegou a 20 a 20, até Elis, que substituiu Joycinha apenas para o saque, cometeu o oitavo erro no fundamento e deixou o Osasco tomar a frente até fechar a parcial.

Os erros continuaram no segundo set. O time de Araçatuba pecou muito nas recepções, enquanto o Osasco acertava mais no bloqueio e aproveitava o saque para pontuar. Com o time bem arrumado e movimentação rápida, Thaisa salvou uma bola fantástica no fundo da quadra e, com precisão e força, Natália passou para a quadra adversária marcando mais um.

Com o placar no 5 a 11 para o Osasco, o técnico do Vôlei Futuro,Willian Carvalho, pediu um tempo e tentou arrumar a equipe. Mas de nada adiantou. A equipe de Araçatuba não conseguiu aproveitar o fraco ataque do adversário, continuou errando na recepção e no saque. Paula Pequeno não esteve bem. Não acertou seu estilo de saque, o que prejudicou demais a equipe. Foram quatro erros seguidos.

Cometendo poucos erros, mas abaixo do que pode fazer no ataque, o Osasco abriu 20 a 12 no time da casa. Até esse ponto, o time de Osasco tinha 71% de aproveitamento no passe.
A altura de Carol Albuquerque e a esquerda ajudaram. O 22º ponto da equipe foi o quarto da levantadora na partida.

Em 24 a 16, foi a vez de Paula Pequeno ir para o saque. A campeã olímpica foi vaiada no ginásio de Araçatuba ao errar mais uma vez. Era o 11º do jogo no fundamento, o quinto da ponteira de Araçatuba. Deu o 25º ponto para o Osasco fechar mais um set.

O terceiro set só provou que as jogadoras do Vôlei Futuro ainda não se recuperaram totalmente do acidente que sofreram há 15 dias. Faltou energia, apesar de o placar ter ficado mais equilibrado desde o início. Ana Cristina cometeu uma invasão, e o Osasco marcou 6 a 4. Nervoso, William deu pulos em quadra e, no ponto seguinte, marcado por Jaqueline com excelência, o técnico do Vôlei Futuro resolveu parar o jogo para tentar recuperar a equipe.

Com muitos erros e bom ataque da Jaqueline e da Thaisa, a equipe do Osasco fechou com tranquilidade o set e o jogo. Assim como o Rio de Janeiro, adversário do Osasco na final, dois jogos foram suficientes para seguir para a fase final da competição.

Fonte: Globo.com